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« em: Dezembro 29, 2011, 06:48:13 » |
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Balanço 2011: O ano em Itália
O Mundo estava de olhos postos no Internazionale e na herança de José Mourinho mas foi o AC Milan que sobressaiu em 2011, conquistando o scudetto, que lhe fugia há seis épocas. O bi-campeonato é o desejo mas o ano fecha com uma poderosa Juventus no topo e uma ameaçadora Udinese logo atrás.

Seis épocas depois o AC Milan voltou a sagrar-se campeão italiano, quebrando uma série de cinco títulos consecutivos do Inter. A equipa rossoneri subiu ao pódio em 2011 com apenas quatro derrotas em 38 jogos e com uma vantagem de seis pontos, festejando o título a duas jornadas do fim do campeonato.
A Taça ficou pelo caminho, depois da derrota nas meias-finais com o Palermo, 3x4 no somatório das duas mãos, mas a Supertaça foi saborosa, conquistada ao rival Inter com cambalhota no marcador: Sneijder colocou os nerazzurri na frente aos 22´mas Ibrahimovic e Boateng, em menos de dez minutos, quebraram as esperanças do Internazionale e devolveram ao Milan um troféu que lhe fugia desde 2004.
Nesta época o campeão AC Milan entrou de forma titubeante e só à jornada 11 é que atingiu o primeiro posto, ainda que fosse sol de pouca dura. Os milaneses fecham o ano, com todas as competições italianas em pausa natalícia, no segundo posto com 34 pontos, os mesmos da Juventus, líder, e com o melhor ataque da prova, nada mais, nada menos que 35 golos. Na Taça os rossoneri vão medir forças com o Novara, nos oitavos-de-final, e na liga milionária dividiram o grupo com o poderoso Barcelona e apuraram-se no segundo posto para os oitavos, onde vão defrontar o Arsenal, apesar do curto brilhantismo: apenas duas vitórias em seis jogos, empates com os modestos BATE e Plzen, uma derrota imposta pelos catalães.

Se 2010 foi o ano do Inter, nada fazia prever que os nerazzurri iriam terminar a época 2010/11 a seis pontos do primeiro lugar e que, ainda por cima, foi ocupado pelo AC Milan, eterno rival de Milão.
A fasquia alta, deixada por José Mourinho, esteve apenas presente nas jornadas quatro e cinco, quando de facto o Internazionale ocupou o primeiro lugar da tabela classificativa. Depois, os desempenhos foram baixando de qualidade e às jornadas 13, 16 e 17 o sexto posto ocupado afligia os adeptos e deixava o mundo espantado.
O scudetto fugiu e o Inter que na época passada havia completado o triplete apenas conseguiu conquistar a Taça de Itália, 3x1 na final frente ao Palermo, iniciando a presente temporada com uma derrota por 2x1 frente ao AC Milan na Supertaça.
Na Champions o emblema de Milão caiu nos quartos-de-final, cilindrado por um Schalke 04 (7x3 no somatório das duas mãos) que na liga germânica ocupava, então, o nono lugar.
A herança de Mourinho foi difícil de repetir e, parece, os nerazzurri continuam a ressentir-se da ausência do técnico português, despedindo-se de 2011 no quinto posto, a oito pontos do primeiro lugar, nos oitavos-de-final da Taça de Itália, defrontando, a 19 de Janeiro, o Genoa, de Miguel Veloso e da Liga dos Campeões, cuja eliminatória vão decidir com o Marseille.

2004/05 foi a última época em que a Juventus festejou a conquista de um campeonato italiano. O emblema de Turim chega, no entanto, ao fim do ano de 2011 com estatuto de líder e sem qualquer derrota encaixada, fazendo figas para dar continuidade em 2012 às cinco jornadas consecutivas que leva no topo.
A vecchia signora é, além do Siena, a única equipa que já jogou os oitavos-de-final da Taça de Itália e garantiu, depois de bater o Bologna por 2x1 no prolongamento, a presença nos quartos. Afastada das competições europeias por ter terminado a época passada no sétimo posto a mais de 20 pontos do campeão, a Juve joga todas as fichas na Serie A e na Taça e os tiffosi turineses acreditam que 2012 os levará de volta ao topo.

Até foram 12 os pontos de distância para o líder mas o terceiro posto que o Napoli conquistou na época 2010/11, somado à presença na fase-de-grupos da Liga dos Campeões, terceira na história do emblema de San Paolo, são de gabarito.
Nos oitavos da Taça italiana os azzurri vão defrontar o Cesena, fechando o ano de 2011, no que ao campeonato diz respeito, no sétimo posto, a dez pontos do primeiro.
Na Champions, e num dos grupos mais difíceis da prova, o Napoli foi segundo, empurrando o milionário Manchester City para a Liga Europa, na qual vai defrontar o FC Porto, e o Villarreal para fora das competições europeias.

A Lazio fechou a época 2009/10 no 12.º posto mas na época passada redimiu-se e em Maio de 2011 fechou a Serie A no quinto posto, rumando à Liga Europa, onde até encontrou o Sporting. Na Taça os biancocelesti sofreram a facada mais dolorosa, sendo eliminados pela Roma, rival da Cidade Eterna, em Janeiro, nos oitavos-de-final.
A evolução positiva da equipa de Roma estendeu-se até ao final de 2011: as águias italianas são quartas classificadas, estão a quatro pontos da liderança, medem forças com o modesto Hellas Verona nos oitavos da Taça e na Liga Europa terão pela frente o Atlético de Madrid, depois de serem segundos classificados no grupo liderado pelo Sporting. Caso vença a eliminatória a Lazio até pode voltar a encontrar um emblema português na prova, se o SC Braga vencer o Besiktas.

Di Natale avisou em 2009/10, quando foi o melhor marcador da Serie A, e na época seguinte chegou a Maio com o mesmo epíteto, de goleador do campeonato italiano, deixando a sua Udinese no quarto posto, acima de históricos emblemas como Lazio, Roma, Juventus ou Fiorentina.
A qualificação para a Liga Europa deu frutos. O emblema de Udine classificou-se para os 16-avos no segundo posto do grupo I com apenas uma derrota, atrás do Atlético de Madrid, e vai medir forças com o PAOK, de Vieirinha.
Este ano de 2011 fecha, aliás, em beleza para os zebrette, que são terceiros classificados da Serie A e estão a apenas dois pontos de Milan e Juventus, defrontando, nos oitavos da Taça, o Chievo.
zerozero
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