[Notícia] - Fábio Júnior recorda horas de terror e uma noite em branco


You are here: FutebolTugaDesporto em GeralFutebol InternacionalOutros Países (Moderadores: «ÐiØGØ»© '12, Blaugrana.™)[Notícia] - Fábio Júnior recorda horas de terror e uma noite em branco
Páginas: [1]
  Imprimir  
Tópico: [Notícia] - Fábio Júnior recorda horas de terror e uma noite em branco  (Lida 103 vezes)
0 Membros e 2 Visitantes estão a ver este tópico.
Portistas
Nível de alerta: 2
Mensagens: 1376
Offline Offline
« em: Fevereiro 01, 2012, 08:59:40 »

Briga entre torcidas rivais deixa mais de 70 mortos no Egito



Mais de 70 pessoas morreram nesta quarta-feira no Egito em confrontos após uma partida de futebol entre dois times da cidade de Port-Said, de acordo com informações divulgadas por quatro hospitais do país.

Brigas entre torcedores do Al-Masri e Al-Ahly deixaram até o momento 73 mortos e centenas de feridos, de acordo com os hospitais, que divulgaram anteriormente um primeiro balanço, anunciando a morte de quarenta pessoas.

Os confrontos entre torcedores das duas equipes "deixaram centenas de feridos", informou o vice-ministro da saúde egípcio, Hicham Chiha.

As brigas começaram logo após o apito final, quando o Al-Ahly, um dos principais clubes do país, perdeu por 3 a 1 para o rival Al-Masri, sofrendo a primeira derrota da temporada, em partida válida 17ª rodada do Campeonato Egípcio.

Segundo a BBC, a deficiência na segurança do estádio contribui para o choque das torcidas. Os policiais que faziam a segurança no local têm se mantido pouco "funcionais" desde o ano passado, quando os protestos oriundos da Primavera Árabe tiraram o ditador Hosni Mubarak do poder.

A emissora britânica relata, ainda, que os torcedores egípcios são notadamente violentos, principalmente os fãs do Al-Ahly. Conhecidos como Ultras, eles têm se envolvido em diversos confrontos com a polícia recentemente.

Este foi o pior incidente no futebol de toda a história do Egito. Todos os demais jogos da liga egípcia foram cancelados e o parlamento, recém-eleito pela população, convocou uma reunião de emergência nesta quinta-feira para discutir o assunto.

Esportes Terra
« Última modificação: Fevereiro 02, 2012, 05:03:35 por ツ яUIZINHU.™ » Registado
FutebolTuga
« em: Fevereiro 01, 2012, 08:59:40 »

 Registado
Benfiquistas
Nível de alerta: 5
Mensagens: 668
Offline Offline
E-mail
« Responder #1 em: Fevereiro 01, 2012, 09:26:21 »

Que tristeza ao que um desporto chegou, ponham os olhos nisto nisto porque qualquer dia acontece  ca com o rumo que as coisas estao a tomar já faltou menos.
Registado


"Não ligo quando me olham da cabeça aos pés, pois nunca farão minha cabeça e nunca chegarão aos meus pés"

Portistas
Nível de alerta: 0
Mensagens: 7219
Offline Offline
Roupeiro nos Tempos Livres
« Responder #2 em: Fevereiro 01, 2012, 09:35:32 »

Olha a fonte saron..

AquaBruno tás todo cego lol
Registado

“O Sporting Clube de Espinho irá fazer tudo para dignificar a camisola, o emblema e a história do clube”
Portistas
Nível de alerta: 2
Mensagens: 1376
Offline Offline
« Responder #3 em: Fevereiro 01, 2012, 10:15:06 »

Saron olha como são postadas as outras noticias .

É uma pena estas coisas acontecerem

Antes de tu cá estares já eu postava notícias diariamente, eu sei como são. Esqueci-me da fonte...
Registado
Administrador
Nível de alerta: 0
Mensagens: 8439
Offline Offline
« Responder #4 em: Fevereiro 01, 2012, 10:32:57 »

Notícia editada devidamente.
Registado


«Há muito porto dentro de mim, este é o meu destino e o meu clube.»
Nível de alerta: 2
Mensagens: 874
Offline Offline
Low profile
« Responder #5 em: Fevereiro 02, 2012, 01:57:25 »

Saron olha como são postadas as outras noticias .
É uma pena estas coisas acontecerem
Antes de tu cá estares já eu postava notícias diariamente, eu sei como são. Esqueci-me da fonte...

Olha lá pra ele, já mija de pé.. o teu outro pseudo-fórum já acabou, foi?




Tenho pena que estas coisas aconteçam no futebol.. o Miranda estava a ridicularizar o comentário do AquaBruno mas sinceramente penso que isto é preocupante e temo que mais tarde ou mais cedo isto aconteça num Benfica/Porto (ou vice-versa) com duas claques que já têm muitos atritos fora do Estádio e com duas direcções a "apimentar" estes confrontos em vez de tomar medidas brutais para acabar com a repetida violenta às portas dos estádios de futebol.
Registado

Portistas
Nível de alerta: 0
Mensagens: 6598
Offline Offline
Dormir e a ir pá escola, enquanto comentas o FB ♥
johnnynho@live.com.pt E-mail
« Responder #6 em: Fevereiro 02, 2012, 02:05:45 »

Tenho pena que estas coisas aconteçam no futebol.. o Miranda estava a ridicularizar o comentário do AquaBruno mas sinceramente penso que isto é preocupante e temo que mais tarde ou mais cedo isto aconteça num Benfica/Porto (ou vice-versa) com duas claques que já têm muitos atritos fora do Estádio e com duas direcções a "apimentar" estes confrontos em vez de tomar medidas brutais para acabar com a repetida violenta às portas dos estádios de futebol.

Simplesmente disseste tudo mesmo , não há outra forma de o dizer , tu e o aquabruno têm muita razão , senão puserem isto acabará por acontecer e ainda em dimensões maiores.
Registado

Tem dias que qualquer porcaria me irrita.
Administrador
Nível de alerta: 0
Mensagens: 8439
Offline Offline
« Responder #7 em: Fevereiro 02, 2012, 05:03:17 »

Fábio Júnior recorda horas de terror e uma noite em branco

Brasileiro ex-Naval diz que temeu pela vida e que viu morrer um jovem à sua frente. Por isso adianta que o melhor será abandonar o país.

Fábio Júnior foi um dos jogadores que viveram o terror em Port Said por dentro. O antigo avançado da Naval está no Al-Ahly desde o início da época e ainda tenta perceber de onde vem o ódio entre as pessoas. Mas tem uma certeza. «Não acredito que isto vá melhorar», diz ao Maisfutebol.

Na memória ainda tem, claro, os momentos de terror que vivera no dia anterior. «Foram cinco ou seis horas dentro do balneário e foi muito difícil. Pensei que algo trágico me pudesse acontecer. Estavam sempre a entrar adeptos, não sabíamos se do Al-Ahly ou se do Al-Marsi ou se vinham para nos agredir.»

«Vi pessoas serem atiradas da bancada»

O relato é de resto assustador. «Constantemente entravam adeptos com a perna partida, com o braço partido, com a cabeça partida, a sangrar muito. Houve um jovem que morreu à minha frente. Entrou cheio de sangue, parecia morto, depois foi levado numa ambulância, não soube mais nada dele.»

Por isso confessa que não conseguiu descansar durante a noite. «É normal», sublinha. «Estávamos com medo que nos agredissem. Só ficamos tranquilos quando nos levaram para uma base aérea. O Governo enviou helicópteros porque não podíamos atravessar a cidade, não havia segurança.»

«Morreram quatro miúdos no nosso balneário»

No aeroporto da base da força aérea Fábio Júnior reencontrou Manuel José. «Tinha levado murros e pontapés, mas estava bem, não tinha hematomas. Não tinha sabido mais nada dele. Assim que o jogou acabou, só tive a preocupação de correr para o balneário e fugir dali rapidamente.»

Fábio Júnior já estava de resto prevenido para que algo mau pudesse acontecer. «Antes do jogo, o professor Fidalgo Antunes avisou-me que ia ser difícil, que havia uma grande rivalidade entre os clubes e as cidades. Por isso disse-me para estar atento e fugir se percebesse algo de anormal.»

«Levei socos, estou bem. É o caos completo»

Ainda a tentar perceber a situação política do Egipto, o brasileiro conta que o mais estranho é o comportamento da polícia: o país, garante, está num caos. «Até o chefe militar criticou o comportamento da polícia quando foi ter connosco à base aérea. Não se percebe este tipo de comportamento.»

De acordo com Fábio Júnior, as pessoas foram abandonadas à sua sorte no meio da raiva que provocou a tragédia. «Os polícias estavam lá, mas era como se não estivessem. Não faziam nada. Não se mexiam. A situação só melhorou com a chegada do exército. Não deu para perceber.»

Futebol: o livro negro das tragédias desde 1981

Ora também por isso o jogador diz que dificilmente vai ficar no Egipto. «Se a situação melhorasse, eu ficava. Tenho mais dois anos de contrato», atira o jogador ainda em choque. «Mas vai ser muito difícil. Estou a pensar regressar a Portugal, falar com o meu empresário e encontrar outra solução.»

De resto, para esta tarde está marcada uma nova manifestação que promete voltar a criar o pânico no Egipto. Neste caso, a manifestação está marcada para o Cairo, onde também ardeu parte de um estádio. O país procura encontrar a estabilidade e, até lá, sobra o caos. «Não acredito que isto melhore.»

maisfutebol
Registado


«Há muito porto dentro de mim, este é o meu destino e o meu clube.»
Portistas
Nível de alerta: 0
Mensagens: 6598
Offline Offline
Dormir e a ir pá escola, enquanto comentas o FB ♥
johnnynho@live.com.pt E-mail
« Responder #8 em: Fevereiro 02, 2012, 05:08:04 »

É normal que agora vivam em pânico depois do que aconteceu , deve ser horrível ver morrer pessoas a frente deles ainda por cima por causa de um jogo o que é ainda mais preocupante e ainda por cima a policia nada fez o que torna a situação ainda mais catastrófica .
Neste momento não queria estar na pele dos portugueses e dos outros jogadores que jogam no Egipto depois deste acontecimento   
Registado

Tem dias que qualquer porcaria me irrita.
Portistas
Nível de alerta: 0
Mensagens: 7219
Offline Offline
Roupeiro nos Tempos Livres
« Responder #9 em: Fevereiro 02, 2012, 05:08:47 »

Hoodoo isto que se passou no egipto não teve nada a haver com o futebol.. A porrada que falas fora do estádio é completamente normal em qualquer jogo... Vou dar-te um exemplo o Espinho-Coimbrões, uns meninos do Coimbrões mandaram um guarda chuva a um jogador do Espinho e as pessoas de espinho actuaram, pessoas normais como tu, que gostam de ver sentado o futebol que não cantam etc... digamos as pessoas que não são Ultras.. Portanto como vês isso para acontecer em Portugal é muito dificil o futebol e o país teria de estar num estado MUITO "Hardcore"

Mais de 70 mortos e muitos mais feridos no Egipto... os números dizem tudo... isto não é futebol! Nada tem de ultra. Eles bem tentam nos copiar em outros sentidos mas ainda têm que evoluir muito para conseguirem ser sequer humanos.
O que se passou ontem tem muito ou tudo mesmo a ver com política, isso explica-se pela atitude da polícia... nenhuma. Deixaram tudo ser espancado... e depois dos problemas políticos que se passaram lá... é curiosa a acção ou melhor falta de acção da polícia... o problema é que muitas vezes, mais tarde pagam os justos pelos pecadores...


Registado

“O Sporting Clube de Espinho irá fazer tudo para dignificar a camisola, o emblema e a história do clube”
Portistas
Nível de alerta: 0
Mensagens: 6598
Offline Offline
Dormir e a ir pá escola, enquanto comentas o FB ♥
johnnynho@live.com.pt E-mail
« Responder #10 em: Fevereiro 02, 2012, 11:22:06 »

Al Ahly suspende atividades desportivas por tempo indeterminado

Anunciou luto de 40 dias.

O Al Ahly, clube egípcio orientado pelo português Manuel José, decidiu esta quarta-feira suspender as atividades desportivas de todas as secções por tempo indeterminado, na sequência da tragédia que se abateu na quarta-feira sobre o desporto egípcio.

O presidente do clube Hasan Hamdi anunciou também que as suas equipas não voltarão a jogar nos próximos cinco anos na localidade de Port Said, onde ocorreram os trágicos acontecimentos que resultaram na morte de 73 pessoas, após o jogo entre a equipa do Al Masry e do Al-Ahly.

A suspensão das atividades desportivas afetará todas as competições, quer nacionais quer internacionais, das 19 modalidades que o clube desenvolve, o que terá repercussões de grande magnitude nas seleções nacionais, visto que estas se abastecem maioritariamente de atletas do Al-Ahly.

Numa conferência de imprensa realizada na sede do clube, Hamdi declarou igualmente um luto de 40 dias e anunciou a abertura de uma conta bancária para recolher donativos destinados às famílias das vítimas mortais, tendo o Al-Ahly já contribuído com uma verba de um milhão de libras egípcias (cerca de 120 mil euros).

Ao mesmo tempo, o presidente da federação egípcia de futebol solicitou à Junta Militar que governa o país que conceda às vítimas da tragédia o mesmo estatuto de mártires atribuído aos que perderam a vida na revolução de 25 de janeiro de 2011, que derrubou o ex-presidente Hosni Mubarak.

Finalmente, o dia 1 de fevereiro foi declarado como "dia do mártir" pelo Al-Ahly, que construirá uma estátua em honra dos que pereceram.

Segundos testemunhos presenciais, os adeptos do clube de Port Said, o Al Masry, invadiram o terreno de jogo no final deste com o intuito de lincharem os jogadores do Al Ahly, resultando numa verdadeira batalha campal perante a passividade das forças policiais.

Record
Registado

Tem dias que qualquer porcaria me irrita.
Páginas: [1]
  Imprimir  
 
Ir para: