
A Nova Era Florentino começou no ano de 2009. Depois de um mandanto de 6 anos iniciado em 2000 e acabado em 2006, o sexto homem mais rico de Espanha decide voltar a recandidatar-se à presidência do maior clube da capital espanhola. Prometeu, bem a seu estilo, tentar fazer num ano o que deveriam fazer em três. Dito e feito. No verão de 2009 o Real Madrid bateu mais um record(vão três, já merecia o Guiness não?), gastou 250 milhões de euros(!) em transferências tendo trazido para a capital espanhola, Cristiano Ronaldo numa verba a rondar os 94 milhões, batendo mais um record( Outro?! Realmente os juízes do Guiness World Record’s andam distraídos, pode ser que esta crónica lhes abra os olhos), Karim Benzema por 35 milhões, Káká por 65 milhões de euros, Raúl Albiol pela verba de 15 milhões de euros e por fim, Arbeloa( 4 milhões) e Granero(5 milhões). Sete contratações num total de 250 milhões de euros. Dinero Pérez contratou ainda Manuel Pelegreni para ocupar o cargo de treinador desembolsando mais 4 milhões de euros. Estava assim formada a “Floren-Team” como o diário desportivo “Marca” o denominou. Pelegreni tinha a missão de tentar fazer o Real Madrid uma equipa de topo novamente. Porém encontrou um Barcelona muito forte que se impôs ao Real Madrid e ganhou o campeonato com uns impressionantes 99 pontos contra 96 da equipa madrilena. O Real até foi o meu ataque com 102 golos marcados contudo o Barcelona sai vencedor e assim o primeiro objectivo de ganhar o campeonato não foi cumprido. Passemos ao seguinte.
A Copa del Rey constituiu a maior surpresa do ano transato, onde o Real Madrid não foi para além da 5ª ronda onde modesto Alcorcón da Segunda Divisão Espanhola fez a gracinha tenho ganho num somatório de 4-1 nas duas mãos. O objectivo de ganhar a segunda maior competição de Espanha foi falhado também. Seguimos para a Liga dos Campeões
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A final até foi realizada no Santiago Bernabéu porém nem isso serviu de incentivo à equipa de Pelegreni que até realizou uma boa fase de grupos, contudo na fase a eliminar cumpriu a tradição que já mantei à 4 anos e não passou dos oitavos de final onde fui eliminado por uma modesta equipa do Lyon de Lisandro Lopez e companhia. Mais um e último objectivo da época falhado.
Chegamos ao final de época e o que temos? 250 milhões de euros de onde resultaram 0 títulos. A equipa madrilena até nem praticou mau futebol , mas não chegou para parar Barcelona, Alcorcón e Lyon. A próxima época é que tem de ser- deve ter pensado Florentino. Para isso é preciso fazer o quê caro leitor? Investir dinheiro, mas desta vez Florentino decidiu optar por reforçar o banco de suplentes tendo contratado José Mourinho ( o tal da maldição). Treinador que deixou a sua marca em todos os clubes onde passou, foi a grande contratação de verão deste ano do Real Madrid. Vencedor da última edição da Liga Dos Campeões, quis trazer para Madrid jogadores que tivessem estado em destaque na África do Sul, foram eles pois: Sami Khedira vindo do Werden Bremen por 14 milhões de euros, Mesut Ozil, alemão também contratado ao Werden Bremen pela quantia de 18 milhões de euros. Por fim Mou contratou também o argentino e ex-jogador do Benfica, Angel Di Maria tendo sido esta a transferência mais cara que os madrilistas fizeram, desembolsaram 25 milhões de euros para garantir o passe de Angelito. Uma época onde Florentino se conteve mais nas despesas, depois de 250 milhões de euros, apenas foram gastos 48 milhões de euros menos do que o preço de por exemplo Káká.
Tudo parecia bem encaminhado este ano à equipa madrilena até ao el clássico, onde o Real Madrid saiu goleado e humilhado pelo Barcelona (quem mais?) por uns claros 5-0. Foi o principio de uma crise que pareceu acabar com a saída de Jorge Valdano, é pois deste que vamos falar agora um pouco. Foi aposta de Florentino na sua recandidatura, homem escolhido para liderar o futebol madrileno. Entrou em conflito com José Mourinho pois este queria um ponta de lança para reforçar o plantel, devido à lesão de Gonzalo Higuain, e Valdano não queria dar a verba necessária. Conclusão, Valdano demitiu-se do Real Madrid, mas deixou marcas pois este conflito abalou a equipa e fez com que esta já esteja a 7 pontos do líder Barcelona.
Uma história resumida em duas partes que tem uma moral óbvia que pode ser facilmente resumida com o seguinte provérbio:
“Dinheiro compra pão, mas não compra gratidão”.
By:Pedro Lemos