O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa diz:
futebol
(inglês foot-ball)
s. m.
1. Desporto em que 22 jogadores, divididos em dois campos, se esforçam por introduzir uma bola na baliza do campo adversário, sem intervenção das mãos, durante uma partida dividida em dois meios tempos durante 45 minutos cada um.
O que este dicionário não diz é que o futebol é um desporto que emociona, que gera discussões, que pára países, que movimenta multidões, que leva a gastos rídiculos e que entretêm multidões. O futebol não é um desporto. É um fenómeno. É um espectáculo. É uma arte.
Os melhores jogadores sabem melhor que ninguém que se tem 90 minutos (mais os descontos) para fazer magia, para revolucionar, para ganhar, para lutar e para impressionar. Os melhores jogadores também sabem que um erro não é uma falha mínima só porque se tem 90 minutos para resolver um problema. Um golo muda tudo. Um segundo muda tudo. Um minuto muda tudo. Os jogadores sabem que se fizerem um erro é mais provável que as coisas corram mal porque o futebol, com a emoção que envolve, dá forças do nada a qualquer um, e tal como as dá, também as tira.
Mas o futebol, tal como tudo, é um mundo em expansão. A emoção começa a desaparecer. A classe começa a aparecer. O dinheiro começa a surgir. A violência e os exageros ridículos começam a surgir. Há vários exemplos disto... para o dinheiro basta olharmos para o Real Madrid, para a violência olhem para os confrontos entre SuperDragões e No Name Boys e para os exageros podemos voltar a virar-nos para o Real Madrid e para o salário do Mourinho, ou do Ronaldo... (aquele que diz que o Ronaldo vale 90 milhões de euros, dinheiro para comprar um hamburguer a cada um dos habitantes de Inglaterra, tem de se lembrar que há desconto igual à idade na MultiOpticas) vocês percebem onde quero chegar. O futebol já não é o que era, e tal como a música, começa a girar à volta do dinheiro. Infelizmente.