Autor Tópico: [Análise] Prototype  (Lida 728 vezes)

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Offline Ricardo1195

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[Análise] Prototype
« em: Setembro 03, 2009, 00:38:51 »
Prototype









Projecto contra a crise

Em tempo de crise muitos são os que pensam no porquê de se investir em projectos grandiosos, quando poucas são as pessoas que actualmente têm a possibilidade de os poder usufruir na integra? Mas também é sabido que às vezes vale mais assumir o risco e ir à procura de uma ideia inspiradora, que motive massas a consumir uma ideia que apesar de não ser fantástica se distingue pela diferença, pois andar a investir em produtos para encher mercado, acaba por ser uma profunda perda de recursos em vão.
Foi com este tipo de pensamento que a Activision decidiu investir num projecto altamente inovador, procurando com isso recriar um mundo livre completamente distante de tudo o que tínhamos jogado até aqui, o que não era uma tarefa fácil caso hoje não houvesse uma concorrência tão poderosa, preenchendo os últimos tempos com surpresas que viraram a cabeça dos jogadores ao contrário. A empresa sabia que teria que ser muito cuidadosa na forma como iria desenvolver o seu trabalho, mas também há que ter em conta que a Activision não é uma firma qualquer, pois é tão-somente aquela que nos últimos anos tem andado em maré alta por causa de projectos como o Call of Duty ou o 007 Quntum of Solace, jogos que no final representaram alguns dos maiores sucessos de sempre.
Prototype foi o novo lançamento desta firma que cedo revelou tratar-se de um produto bastante aliciante, lançando com isso a fasquia no ponto mais alto possível e pondo rivais e pessoas em alvoroço por tais palavras de confiança, mas seria essa campanha uma queda rumo ao precipício ou teria de facto a sua razão de ser? Às vezes quanto mais se fala menos se atina, mas há ocasiões em que os melhores têm de pôr as garras de fora e mostrar aos outros a razão por serem reconhecidos no mercado. Qual será o veredicto final sobre este novo projecto da Activision?







Criado para matar

Neste jogo iremos controlar o conturbado Alex Mercer, um homem que sem razão aparente se vê convertido numa arma biológica, o que torna as coisas muito interessantes, visto lidarmos com uma personagem perfeitamente atormentada por um passado pelo qual ainda não compreendemos bem e por uma sede de vingança impressionante, ao ponto mesmo de tornar Nova Iorque numa cidade perdida e consumida na ira de um homem seriamente corroído de ódio. Estamos perante um dos mutantes mais espantosos de sempre, sendo também uma das figuras mais violentas da história do mundo dos videojogos, pois as suas transformações assumem proporções incalculáveis, ao ponto de consumir inúmeras vidas humanas em troca da sua exibição de poder.
Este tem sido um daqueles títulos que tem causado muita polémica pelo seu alto grau de exibicionismo de violência, o que não admira tendo em conta a forma como a Activision desenvolveu este projecto, visando demonstrar a mesma sem nenhuma contemplação, o que para alguns poderá chocar um pouco, pois não serão raras as vezes em que assistiremos a desmembramentos, decapitações e outros rituais bastante sangrentos que nos surpreenderão pela sua expressão. Entenda-se que existe aqui um certo grau de exagero na forma como se espelha todo este massacre, mas não deixa de ser um argumento válido para pessoas que procuram este tipo de sensações, porque buscam algo completamente fora de qualquer limite.
No meio desta conversa toda como devem ter reparado, deixei-me fugir completamente da história para dar mais relevância a forma como a violência é exposta, mas digo-vos que essa foi claramente a minha intenção, porque a parte central de todo este jogo e como iremos compreender mais à frente, é a forma como poderemos explorar este fantástico mundo, pois o enredo foca algumas conspirações e conflitualidades que apesar de estarem bem encaixados com o cenário em si, não deixam de estar num patamar bastante mais secundário face à novidade que temos aqui, mas não deixem de prestar atenção a este fantástico enredo que certamente vos agarrará por muitas horas à frente de um monitor.







Força suprema

[size=10]Em matéria de jogabilidade, podemos dizer que prototype nos revela algumas ideias bastante inovadoras, apesar de o projecto em si não ser de todo inovador, definindo-se por uma mistura de géneros bem trabalhada. Aqui, a nossa melhor arma será o corpo da personagem, que está desenvolvido de uma forma impressionante e que permite ao nosso herói transformar-se em quase todos os tipos de arma, ou seja, de um momento para o outro podemos transformar as nossas mãos em laminas para ceifar os nossos inimigos, ou os nossos braços em poderosas rochas que permitem desfazer tudo o que se encontra pela frente. Para além disso, poderemos também usar poderes especiais para nos transformarmos em qualquer ser humano presente em Nova Iorque, possibilitando-nos com isso roubar-lhes memórias e qualidades que nos ajudarão a encontrar enumeras pistas sobre o nosso passado, pois há que reter em mente que parte do nosso objectivo aqui é compreender a causa de nos terem transformado numa aberração da natureza.
Mas as habilidades de Alex não se ficam por aqui, porque convém não esquecer de que poderemos fazer coisas tão fantásticas como: subir paredes, escalar edifícios, pular e correr pelos telhados e até mesmo fazer planagens rápidas sobre a cidade, sendo talvez um dos momentos mais fortes de Prototype, para além de nos poupar imenso tempo que poderia ser gasto com as confusão própria de uma cidade completamente caótica. Durante estas nossas viagens, iremos descobrir novos super poderes, ou formas de arranjar pontos EXP, que nos permitem adquirir novos poderes que poderão com o tempo ser melhorados e afeiçoados ao nosso modo de combate, bastando pontos e perícia para se conseguir a união perfeita entre poder e eficácia.
Uma coisa que deve ser referida aqui, é que este jogo é um mundo perfeitamente aberto à exploração de cenários, muito à semelhança do que acontece em GTA 4, querendo com isto dizer que teremos toda a liberdade para fazermos o que quisermos na cidade. Poderemos distribuir violência a torto e a direito, cumprir as missões do jogo simplesmente explorar este vasto cenário rico em surpresas, possibilitando também que se roubem veículos militares, tais como tanques e helicópteros que podem ser usados para nossa diversão.
Quanto à inteligência artificial, podemos dividir em duas vertentes bem distintas em que por um lado, temos os civis de uma cidade que procuram viver mais um dia da sua vida igual a todos os outros dias e que revelam um nível de inteligência bastante acentuado, pois basta sovarmos uma pessoa no meio de uma avenida movimentada para pôr centenas de pessoas em pânico pela cidade. Por outro temos a reacção dos nossos inimigos que desesperadamente nos tentam matar, sempre que detectem alguma espécie de alerta, o que nos obriga a pensar bem rápido e a reagir ainda mais depressa, pois caso isso não aconteça o mais provável é que estejam rodeados de tropas sedentos de sangue.







A beleza por detrás de uma carnificina

Graficamente podemos dizer que Prototype não apresenta nenhuma novidade em termos visuais, mas nem por isso deixa de se apresentar num patamar bastante acima de muitos jogos que andam para aí no mercado, embora se diga em boa verdade que de vez em quando podemos ter alguns pequenos desgostos com pequenos bugs e outros lapsos, que nos vão surgindo ao longo da nossa caminhada, como é disso exemplo a ocorrência de “lags” durante as animações. Para além disso, temos também uma concessão de Nova Iorque verdadeiramente impressionante e muito rica em detalhes, embora às vezes se notem algumas partes do cenário menos bem conseguidas e até mesmo mais empobrecidas em termos de design artístico.
Dois aspectos dignos de serem realçados são: os efeitos luminosos que assumem uma vivacidade contagiante e essenciais para o nosso entretimento e a projecção das sombras que revelam um trabalho espantoso, ao ponto mesmo de se poder ver a sombra dos helicópteros no chão ou até das personagens do jogo, conceito este que muito dificilmente se encontra tão bem desenvolvido noutro titulo de mercado. É espantoso assistir-se a toda esta mistura de conceitos, onde explosões e destruição se enredam de uma forma bastante dinâmica e realista, para além do ambiente que é reflectido com muita exactidão por parte dos seus criadores.
Outro aspecto notável em prototype é a forma como a nossa personagem se mexe no terreno, à procura de derrubar os seus oponentes de uma forma grosseira e bastante sádica, trespassando humanos de uma forma tão poderosa que até dá gosto ver, pois o sangue escorre pelas ruas de uma forma realista sem qualquer espécie de tabu.







O terror muito pouco musical

Em termos de banda sonora, podemos dizer que prototype se apresenta de uma forma um tanto ou quanto amarela, ou seja, basta prestarmos um pouco mais de atenção auditiva para percebermos que nesta matéria o jogo falha em muito, pois para além de possuir um restrito lote de temas musicais, estes nem sempre estão presentes durante a nossa caminhada pela cidade, o que por vezes nos leva a sentir um certo vazio musical que deveria de estar mais bem preenchido, deixando-nos só na companhia dos sons da cidade.
Quanto ao ambiente sonoro, podemos dizer que este se apresenta de uma forma bastante plausível, preenchendo-nos a casa com sons de pânico e destruição que transformarão o nosso lar numa casa de tormentas, pois não serão poucas as vezes em que ouvirão pessoas a gritar, explosões a ribombar e o caos de uma cidade inteiramente devastada. Em relação às vozes das personagens, pouco há a dizer a não ser que estas demonstram um bom nível de encaixe face à personalidade das nossas figuras, mas vai haver muita probabilidade de nos abstrairmos dos diálogos para nos focarmos no ambiente em si, que revela alguns traços de puro brilhantismo.







Conclusão

Prototype é talvez um dos maiores candidatos a ganhar o prémio de melhor jogo do ano de 2009, visto ser um título arrojado por parte da Activision, e que se preocupa nitidamente em desenvolver um novo mundo rico em liberdade de exploração. A história está bem imaginada e obriga-nos claramente a explorar este gigantesco cenário em busca da verdade. Graficamente está bem desenvolvido apesar de registar algumas falhas pelo meio, mas nada que comprometa o nosso vício. Em matéria de som pode-se também encontrar algumas falhas, mais até em relação à banda sonora que revela um lote muito restrito de músicas, mas quanto ao ambiente sonoro pouco ou nada há a dizer de ruim. Em termos de jogabilidade, iremos encontrar uma experiencia verdadeiramente aliciante, que apesar de não ser de todo revolucionária, acaba por nos prender à cadeira por muitas horas de prazer.
Em suma, podemos dizer que este jogo é seriamente recomendado para qualquer bom adepto de jogos, que apesar de conter algumas falhas técnicas de pequena dimensão, não deixa de merecer elogios por parte da crítica, pois de facto encontra-se aqui um trabalho feito com muita qualidade. Há que ter em atenção que o jogo é altamente violento e que não se recomenda a pessoas mais sensíveis, mas não deixa de ser um grande jogo para desfrutar no ano de 2009.









 Prós
  • Um enredo de qualidade e que motiva bastante interesse.
  • Toda a mecânica de jogo revela um trabalho como muito poucos conseguem fazer.
  • A reacção das pessoas e dos inimigos face ao terror provocado por nós.
  • Liberdade total para se fazer quase tudo num cenário tão gigantesco como este.
Contras
  • Algumas imperfeições gráficas nada de muito grave, mas não deixam de ser notórias.
  • Banda sonora demasiado repetitiva.


Nota Final

17 Valores


Clicar aqui para ver o trailer do jogo

Prototype - Trailer (HD) (Game Trailer) Small | Large


Clicar aqui para ver o trailer do jogo

PROTOTYPE - Official Intro Cinematic Small | Large

Offline MND ™

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Re: [Análise] Prototype
« Responder #1 em: Setembro 03, 2009, 14:03:08 »
Muito Boa a análise parece ser um grande jgogo sim senhor  :vénia2:

Offline jijopt

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Re: [Análise] Prototype
« Responder #2 em: Setembro 03, 2009, 14:15:03 »
eu tenho o jogo mas nunca me deu vontade de jogar xD

 :lol:

Offline Mendez

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Re: [Análise] Prototype
« Responder #3 em: Novembro 30, 2009, 22:54:38 »
Bom jogo, já o tive para o pc , mas prefiro infamous.